quinta-feira, 18 de setembro de 2008

PLANTAS MEDICINAIS


  1. Fitoterapia – Plantas Medicinais à Serviço da vida.
    ALCAÇUZ
    Glycyrrhiza glabra L
    Simplesmente mais uma planta muito especial na natureza, não que as outras não a sejam, mas o alcaçuz também falo com certa empolgação. Muitas vezes esquecemos de algumas delas, mas estes dias fui lembrado por uma amiga e cliente das propriedades maravilhosas desta planta. Vem sendo utilizada pelas populações tradicionais para vários problemas de saúde, entre elas podemos destacar conjuntivite, fígado, supra-renais, desequilíbrios hormonais, úlceras pépticas, baço, rins, hepatite, toxinas, difteria, tétano, garganta entre outras.
    A complicada composição química do alcaçuz dá a ele um largo espectro de propriedades. Centenas de estudos já comprovaram sua ação no tratamento de doenças do fígado, supra-renais, desequilíbrios hormonais e úlceras pépticas. Na China, onde é uma das ervas mais utilizadas, é indicado para o baço, rins e proteger o fígado de doenças. No Japão um preparado de alcaçuz é utilizado para tratar a hepatite. Estudos mostram que o uso do alcaçuz ajuda o fígado a combater as toxinas produzidas pela difteria, tétano, cocaína e estriquinina e também aumenta a estocagem de glicogênio. Uma outra ação é de estimular as supra-renais. Muitos estudos comparam sua ação com a hidrocortisona, mas sem seus efeitos colaterais. Como a cortisona, diminui as inflamações e alivia sintomas de artrite e alergias, daí seu efeito anti-histamínico. A raiz possui glicirrizina (cinquenta vezes mais doce que a sacarose), que favorece a formação de hormônio como a hidrocortisona. Mulheres com ciclos menstruais irregulares tratadas com alcaçuz normalizam seus ciclos, pelo equilíbrio hormonal que o tratamento promove. O alcaçuz também é utilizado para tratamento de úlceras. Seu uso cobre o estômago age como um gel protetor, além de diminuir a acidez estomacal e reduzir os espasmos intestinais. O alcaçuz também combate irritações na garganta e congestão nos pulmões, sendo um expectorante. Estudos na Índia comprovaram o uso do alcaçuz para combater conjuntivites. O alcaçuz é ligeiramente laxante. O suco evaporado, purificado e engrossado é abundantemente utilizado em farmacologia como coadjuvante aromático e elástico para pastilhas.
    Estudos realizados com o alcaçuz tem demonstrado que a flora bacteriana do tacto gastrointestinal hidrolisa a Glicirrizina para fornecer o princípio activo Ácido Glicirretínico. Este é melhor absorvido pelo corpo do que o princípio, Glicirrizina e consequentemente intensifica a acção da planta. Um extracto deglicirrizinato de alcaçuz, o Deglycyrrhizinated Liquorice (DGL) tem sido usado no tratamento de úlceras pépticas e aftas. Verificou-se ter uma acção sobre a mucosa gástrica inflamada. Da mesma forma, um flavonóide encontrado no DGL tem demonstrado ser um agente protector contra a formação de úlcera, conduzindo ao uso farmacológico em várias desordens gastro-intestinais.
    O alcaçuz possui os seguintes compostos: Glicósidos do grupo das flavonas, saponinas, óleo essencial, taninos, enzimas, glycirrizinina 5 a 10%, goma, sucrose, fitoesteróis, polissacarídeos, cumarinas.
    Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa.
    Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
    Casa dos chás, rua Sete de Setembro, 1226. 3032-2077
    Fitoterapia – Plantas Medicinais à Serviço da vida.
    HIBISCUS
    Hibiscus Sabdariffa D.C.
    As flores do hibiscus sabdariffa, são ricas em mucilagem, uma mistura complexa dos polisacarídeos (Os polisacarídeos consistem de moléculas longas de açúcar que se desdobram lentamente no organismo e que vão fornecendo energia de uma forma constante e equilibrada.) que dão forma a uma fibra gelatinosa quando a água é adicionada. O chá contem polisacarídeos e mucilagem de aproximadamente 15% e pectinas de 2%. O hibiscus, também conhecido como o "vermelho-red-sorrel", é listado nas monografias alemãs da comissão de Saúde , e o chá da sua flor é usado tradicionalmente, internamente para infecções da garganta, gripes e resfriados, lariginte e bronquite, também para problemas circulatórios, laxante suave e com propriedades que auxiliam a eliminação do catarro dos pulmões e problemas digestivos. O chá contem também concentrações elevadas dos flavonoides roxos coloridos chamados de antocianinas que são antinflamatórios. As antocianinas são benéficas para a pele e a saúde vascular e são conhecidas também por revestir a superfície das membranas da pele para protegê-las dos danos dos radicais livres. É recomendado aliviar os problemas de infecções urinárias, que podem ser atribuídos à ação das antocianinas e dos proanthocyanidins que impedem que as bactérias de aderir à parede da bexiga. Para as cólicas menstruais, o chá da Rosácea tem se mostrado eficiente com ação benéfica em torno de 10 minutos logo após a tomada de uma xícara com aproximadamente 10 gramas das flores.
    O hibiscus tem sido utilizado tradicionalmente para mais variados males, sendo grande seu uso para realçar o sabor dos chás, com um sabor mais para o adstringente, levemente azedinho. As flores dos hibiscus contêm: 15-30% ácidos da planta, incluindo os ácidos citrico, málico e tartárico e um ácido hydroxy-citrico original, que chamaram de "o ácido do hibiscus" que dão ao chá um gosto "azedinho" agradável. As flores contêm também aproximadamente 1,5% antocianinas incluindo o delphinidin 3-sambubioside, delphinidin, cyaniding 3-sambubioside que dão a coloração ao chá vermelho. As flores contêm mucilagem mais de 15% e fazem um chá agradavelmente doce, que em Hidrólise apresenta traços do galactose, da arabinose, do glucose, do rhamnose, do ácido galacturonic, do xylose e do mannose. Em descanso, somente as substâncias ubiquitous foram detectadas.
    Entre seus constituintes, o mais importante é o ácido hibiscus. Este composto possui efeito laxante com propriedades que também atenuam os espasmos e cólicas gastro intestinais
    e uterinas. Aumenta a diurese e favorece a digestão lenta e dificil. Por um tempo, o hibiscus foi febre de venda no Brasil, à aproximadamente 3 anos atrás devido a divulgação na mídia de efeito inibidor de apetite, porém sem comprovações científicas.
    Pessoas portadoras de problemas cardíacos devem usar de forma moderada o chá de suas flores ou folhas, pois em seus efeito diurético leva a eliminação de eletrólitos, contribuindo assim para a redução da contratilidade cardíaca, podendo aumentar sua deficiência.
    Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa.
    Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
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    Fitoterapia – Plantas Medicinais à Serviço da vida.
    CÁSCARA SAGRADA
    Rhamnus purshiana D.C.
    É originaria das montanhas rochosas do Oregon. Cresce a sombra nas montanhas coníferas e pode ser encontrada desde o norte dos Estados Unidos até a Colômbia, atingindo de 6 a 18 metros de altura. A casca exterior da árvore designada botanicamente por Rhamnus purshiana é conhecida em vários países como Cáscara-Sagrada e é provavelmente uma das plantas medicinais mais populares nos Estados Unidos, sendo que o seu uso medicinal seja utilizado há muito na Europa e nos restantes países de todo o mundo. Utilizada tradicionalmente pelos índios americanos, o seu uso vulgarizou-se entre os pioneiros que conquistaram o oeste americano, tendo-se tornado uma planta medicinal popular a partir de 1800. O seu nome, Cáscara-Sagrada, deriva do facto de a sua difusão ter sido feita a partir de comunidades hispânicas na costa leste dos EUA, que lhe atribuíam propriedades sagradas. A Cáscara-Sagrada tem várias indicações terapêuticas; obstipação crónica, discinésia biliar, colecistite crónica, litíase biliar e meteorismo. A sua acção antiobstipante que esta planta é conhecida a milhares de anos por povos de várias culturas, o que atesta a sua segurança de utilização. Entre as vantagens da utilização da Cáscara-Sagrada destaca-se a vantagem de não induzir habituação, ao contrário de muitos outros laxantes, e acção de reeducação intestinal, e que é obtida sem efeitos acessórios; diarréias, dores abdominais e cólicas. Os principais princípios activos da Cáscara-Sagrada são antraquinonas glicosiladas (6% a 10%), entre os quais a Emodina, Frangulina e os Cascarósidos. As principais acções medicinais da Cáscara-Sagrada são; estimulação e acção peristáltica do cólon, estimula a produção de secreções digestivas em vários órgãos do aparelho digestivo (vesícula biliar, estômago, pâncreas e fígado), e ajuda a dissolver os cálculos biliares. Como prevenção no uso de laxantes, a utilização da Cáscara-Sagrada não está recomendada em situações de dores abdominais, náuseas, vómitos, obstrução intestinal, apendicite e doenças inflamatórias do cólon (colite ulcerosa e doença de Crohn), crianças com menos de 10 anos, e em casos de desidratação grave.
    Em pequenas doses a cáscara sagrada funciona como um estimulante do apetite e doses pouco mais fortes possui feito laxante. Por ser uma alternativa de efeito rápido na melhora do funcionamento intestinal, tem um valor de mercado muito atraente com preços médios
    bem superiores às plantas nacionais e com perspectivas de desaparecimento do mercado por não ter reflorestamento em larga escala da planta.
    É contra indicado seu uso durante a gestação devido ao risco da planta provocar o aborto em doses pouco mais elevadas. Entres seus principais constituintes podemos destacar: derivados livres (0,3%), derivados antracênicos (1,4 a 5%), O-hetereosídeos hidrolisáveis (1%), C-hetereosídeos estáveis (3%), cascarosídeos A e B (glicosídeos da aloína), cascarosídeos C e D ( glicosídeos da crisaloína), princípios amargos, ramnotoxiana (albuminóide) e mais açucares, gorduras, esteróis, taninos, amido e óleos voláteis.
    Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa.
    Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
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    Fitoterapia – Plantas Medicinais à Serviço da vida.
    JURUBEBA
    Solanum paniculatum L.
    Solanum paniculatum é uma planta nativa nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, tendo se espalhado por outras regiões, podendo ser encontrada até no Rio Grande do Sul, onde todavia é pouco freqüente. Ocorrem duas formas de Solanum paniculatum: uma com folhas mais recortadas (em plantas adultas) e inflorescências com rácemos mais longos; outra com folhas menos recortadas (em plantas adultas) e inflorescências com rácemos mais curtos, portanto com menos flores. A origem do nome vem do adjetivo latino "paniculatum", paniculado, pelo tipo de inflorescência. Os principais nomes populares são: Jurubeba, Jurubeba-verdadeira, Jupeba, Juribeba, Jurupeba, Gerobeba e Joá-manso. O nome vulgar deriva do tupi "yú", espinho, e "peba", chato.
    É um planta perene, reproduzida por semente. Ocorrem longos rizomas subterrâneos, dos quais emergem caules adventícios. É um arbusto ou pequena árvore com até 3m de altura armada com espinhos curtos e curvos, ocorrendo principalmente nos ramos inferiores bem como em plantas novas. Caule cilíndrico, ramificado, sendo os ramos fáceis de serem quebrados. As folhas são simples, alternas, muito próximas na parte terminal dos ramos; pecioladas, com limbo bastante variável. As folhas podem chegar a 18cm de comprimento por 10cm de largura. A inflorescência aparece na parte terminal dos ramos, onde se concentram muitas folhas aproximadas, elevando-se longos pedúnculos, com até 15cm de comprimento. O florescimento é continuado por um longo período. Os pedúnculos, bem como os cálices, têm coloração cinzenta, pela intensa pilosidade. As flores são de coloração violácea com um pequeno triângulo esbranquiçado na parte mediana de cada lobo. Anteras de coloração amarelo-intensa, contrastando fortemente com o violáceo da corola. Os frutos são solanídios globosos de coloração amarela na maturação.
    A planta é muito utilizada na farmacopéia popular, sendo utilizadas as folhas, os frutos verdes e as raízes no preparo de infusões e decoctos e são usados nas doenças hepáticas, icterícias e como diurético, para anemias fortes, gastrites, hidropsia e tumores uterinos. Atribue-se ainda à planta efeitos como febrífuga, emenagoga, bem como estimulante das funções digestivas, do fígado, vesícula. O chá de suas folhas são muito utilizadas contra ressacas após consumo exagerado de bebida alcoólica. Entre seus constituintes são encontrados alcalóides, gluco-alcalóides, ácido clorogênico, saponinas e resinas. Esses compostos também tem algum efeito tóxico, de modo que não se recomenda a ingestão freqüente de preparações de jurubeba, mas sem grandes prejuízos ao organismo. Algumas pesquisas tem direcionado interesse ao efeito antioxidante dos frutos da jurubeba.
    Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa.
    Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais.
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    COPAIBA
    Copaífera sp
    São geralmente árvores com alturas médias entre 10a 45 metros, com folhagens densa e constituídas de folhas compostas, pinadas, alternas, com folíolos, coriáceos de 3-6 cm de comprimento. Ocorrem principalmente no Brasil, Venezuela, Guianas e Colômbia. É encontrada em maior quantidade na Amazônia, porém pode ser encontrada nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.
    Segundo a química do Far-Manguinhos Vera Cascon "O óleo de copaíba é uma verdadeira farmácia natural". Do tronco dessa árvore, que pode chegar a 45 metros de altura, retira-se um óleo capaz de impedir o crescimento de um tipo de câncer de pele, e que tem a vantagem de ser pouco tóxico (um sério problema de outras drogas indicadas para o caso). O Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Rio de Janeiro, já comprovou o poder antitumoral desse óleo em tubos de ensaio e em testes com animais. A copaíba já se revelou capaz também de impedir o crescimento do trypanosoma cruzi, protozoário causador do mal de Chagas, uma doença que atinge oito milhões de brasileiros e contra a qual não existe ainda uma droga eficaz. Por fim, além de sua fama como infalível antisséptico, cicatrizante e antiinflamatório, Vera e outros profissionais do Laboratório agora avançam na criação de um creme vaginal destinado a combater os virus do HPV, causadores do carcinoma do colo do útero (um problema que atinge cerca de 30% das mulheres brasileiras
    O departamento de Produtos Naturais começou o trabalho com plantas medicinais por três anos até que em 1998 os pesquisadores chegaram a um creme vaginal à base de óleo de copaíba. Na Amazônia, é comum usar o óleo como cicatrizante e para herpes labial, o que chamou a atenção dos cientistas da Fiocruz: o vírus assemelha-se ao HPV. Um teste feito com pacientes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostrou que o vírus desaparecia com a aplicação da copaíba, mas como os exames não foram feitos nos padrões exigidos para a comprovação científica não houve publicação em revista com comprovação científica.
    Peckolt, um dos primeiros cientistas a investigar de modo sistemático as propriedades medicinais da flora brasileira, tinha a mesma opinião de Barléu sobre a copaíba. Ele a considerava uma das dez árvores genuinamente brasileiras mais úteis na Medicina. O óleo de copaíba já constava em 1677 da farmacopéia britânica e em 1820 da farmacopéia americana (USP). Ainda hoje o óleo de copaíba pode ser facilmente encontrado em toda a Amazônia, onde é vendido em mercados e feiras populares, com diferentes denominações, como por exemplo, Panchimouti, Palo de aceite, Cabimo, Copahyba, Copaibarana, Copaúba, Copaibo, Copal, Maram, Marimari e Bálsamo dos Jesuítas. Ainda hoje suas indicações continuam sendo para os mais variados males, como infecçôes urinárias, rins, bexiga, herbes labial, tosses, bronquites, leucorréia caspa e acnes.
    Entre seus contituíntes podemos destacar o ácido copaíbico, beta-cariofileno, alfa-humuleno, beta-bisabolenoe sesquiterpenos.
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    ROMÃ
    Punica granatum L
    A importância da romã é milenar, ela aparece nos textos bíblicos e os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo, pois acredita-se que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora.É uma arvoreta que atinge de 2 a 5 m, de tronco acinzentado e ramos avermelhadas quando novos. A romãzeira se adapta desde os climas tropicais e subtropicais aos temperados e mediterrânicos. As flores da romazeira são vermelho-alaranjadas e simples, ocorrendo variedades de flores dobradas como a "Legrellei". Os frutos são esféricos, com casca coriácea e grossa, amarela ou avermelhada manchada de escuro. O seu interior é composto de muitas sementes, cobertas por um tegumento espesso, polposo de cor rósea ou avermelhado, de sabor ácido e doce. É esta polpa que envolve as sementes a parte comestível do fruto
    Diversas propriedades terapêuticas atribuídas à romãzeira popularmente vêm sendo vastamente investigadas e inúmeros trabalhos científicos estão disponíveis na literatura corroborando o seu uso popular, como por exemplo, anti-inflamatória, anti-microbiana, hipoglicemiante, anti-oxidante, atividade imunomuduladora. Bastante conhecida na medicina caseira principalmente para infecções bucais, diarréia crônica e vermes chatos(solitária). A planta caminha agora para pesquisas ciêntíficas na inibição de crescimentos tumorais do vírus HSV-2 do herpes genital. Recentemente, a utilização terapêutica do extrato da romãzeira, pesquisadores tem aprofundado suas investigações como agente quimioprotetor e adjuvante no tratamento do câncer, o qual tem se mostrado promissor (KIM, et al., 2002). O teste de micronúcleo (MN) em medula óssea de roedores in vivo é amplamente aceito pelas agências internacionais e instituições governamentais, como parte da bateria de testes recomendada para se estabelecer a avaliação e o registro de novos produtos químicos e farmacêuticos que entram anualmente no mercado mundial, por ser um método citogenético relativamente simples e rápido de avaliação de mutagenicidade induzida; avaliar os danos do cromossomo, uma vez que este método permite a avaliação confiável tanto da perda quanto da ruptura do cromossomo (FENECH, 2005). Este teste é capaz de revelar a ação de agentes clastogênicos (que quebram cromossomos) e aneugênicos (que induzem aneuploidia ou segregação cromossômica anormal) (Mac GREGOR et al.,1987). Devido ao grande potencial terapêutico a utilização da Punica granatum por seres humanos vem tendo um grande aumento, sem no entanto, ter sido avaliado o seu potencial genotóxico. Diante disso, neste trabalho foi avaliado principalmente o potencial mutagênico e quimioprotetor do extrato alcoólico da Punica granatum por meio do teste de micronúcleo com exelentes resultados.
    A toxicidade da planta se deve provavelmente ao alcalóide isolepeletierina ou algumas antocianinas, que em doses acima de 80 gr pode atingir o sistema nervoso central, podendo provocar intoxicações graves.Dentre os fitoconstituintes presentes na planta, destacam-se flavonóides, antocianinas, taninos, alcalóides, ácido ascóbico, ácido púnico, punicina e ácido gálico (MOREIRA, 1985; BEN & AYED, 1996).
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    KAWA-KAWA
    Piper methysticum
    Como sugestão da minha amiga Farmaceutica, falaremos deste arbusto naturalmente encontrado na Malásia e nas ilhas da Polinésia, que tem sido utilizado há mais de 3 mil anos pelos nativos das ilhas de Fiji, Samoa e Tonga, no tratamento de doenças e também em cerimônias religiosas, em razão das propriedades sedativas e relaxantes. Durante os rituais, os nativos ingeriam a kawa-kawa na forma de bebida e acredita-se que o efeito relaxante da planta, aliado a outros elementos da ritualística, era interpretado como uma espécie de transe. Nos últimos anos, a Kawa-Kawa tem sido destacada como uma planta de grande utilidade no tratamento de problemas como angústia nervosa, estados de tensão, agitação, ansiedade e insônia. Estudos farmacológicos demonstram que os princípios ativos da planta - as kavalactonas - promovem um efeito relaxante nos músculos, particularmente útil em estados de tensão.A kawa-kawa logo ganhou fama como um poderoso ansiolítico natural e atualmente a planta tem sido testada a fim de que seus efeitos sejam comparados aos dos tradicionais benzodiazepínicos (como Valium, Lexotan, etc.) no controle da ansiedade, com resultados favoráveis à planta, pois ela não apresenta os efeitos colaterais comuns aos benzodizepínicos como a sonolência e redução da função mental. As partes da planta utilizada no preparo dos medicamentos são os rizomas secos e divididos, transformados em pÓ. A atividade farmacológica tem sido em grande parte atribuída as lactonas-kava (também conhecidas como kavapironas), kawaina, dihidrokawaina, metisticina, dihidrometisticina e outros. A erva seca tipicamente oferece 3,5% de lactonas-kava, mas os extratos de kawa comercialmente disponíveis são geralmente formuladas para fornecer de 30 a 70% de lactonas-kava. Foi descoberto que a Kawa-Kawa possui uma variedade de efeitos no sistema nervoso central, incluindo atividades ansiolíticas, sedativas, anticonvulsivantes, anestésica local, espasmolítica e analgésica; entretanto, o mecanismo exato desses efeitos é desconhecido. Não se considera que a kawa afete os receptores benzodiazepínicos ou GABA. Não se acredita que a analgesia ocorra pela via opióide porque a naloxona não reverte sua ação. Além disso, acredita-se que a Kawa-Kawa produz sedação motora sem afetar processos respiratórios. Alguma evidência sugere que seus principios podem afetar o sistema límbico. Quando a raiz da kawa é mastigada segundo se diz entorpece a boca similar a cocaína. Pessoas que consumiram kawa relataram se sentirem mais sociáveis, tranqüilas e geralmente felizes. As kavapironas desmetoxiyangonina e metisticina podem inibir competitivamente a monoamino oxidade B (MAO-B), que é a base dos pricipais ansiolíticos atualmente na industria farmacêutica. Os componentes da kava também podem ser potentes antagonistas da estricnina. A kavapirona (+)-kawaina pode ter ação anti-trombótica sobre plaquetas, provavelmente devido a inibição da ciclo oxigenase e diminuição da produção de tromboxane 2.
    Em estudo duplo-cego, 2 grupos de 29 pacientes com síndrome de ansiedade não causada pôr desordens psicóticas, foram testados com placebo e Kawa-kawa. A escala de ansiedade revelou significante redução no grupo tratado com Kawa Kawa durante uma semana. Sendo que a diferença entre os 2 grupos de pacientes aumentou durante o estudo. Os resultados são positivos no controle da ansiedade, porém à partir do ano de 1998 e principalmente em 2001 foram detectados casos graves de problemas hepáticos, relacionados ao uso da planta, inclusive com proibição de venda em países como Suiça e Alemanha, ainda em estudos sobre sua toxidade.
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    TANSAGEM
    Plantago major L
    A Plantago major L. é uma planta da família plantaginaceae de aproximadamente 15cm de altura. Suas folhas crescem em rosetas e são de ovaladas a elípticas com nervura paralela. As folhas são glabras e suas extremidades são totalmente irregularmente dentadas. As flores são pequenas marrom esverdeadas e estão dispostas em longas espículas não ramificadas de até 25cm que crescem da base da roseta. P. major é polinizada pelo vento e produz grande quantidade de sementes, até 20000 por planta. É nativa da Europa e adaptou-se bem ao clima brasileiro sendo popular praticamente em todo o território nacional.A espécie Plantago major é utilizada popularmente para o tratamento caseiro de queimaduras, disenteria, diarréias e infecções da boca, garganta como amigdalites, faringites, gengivites traqueítes e ainda estomatites.
    A tansagem produz mucilagens em suas folhas que exerce uma ação protetora das mucosas inflamadas e das vias respiratórias, impedindo a atividade de substâncias irritantes e promovendo a diminuição do processo inflamatório. Tem efeito sobre as vias respiratórias superiores protegendo as mucosas e auxiliando na expectoração, com papel desintoxicante das vias respiratórias de fumantes. Os taninos presentes na planta possuem atividade adstringente dificultando infecções. Por diminuir a irritação da mucosa intestinal, é excelente anti-diarréico utilizado na medicina caseira. As diferentes funções de uma planta ficam evidentes também no tansagem, onde se verifica como dito anteriormente ser um excelente anti-diarréico pelas suas folhas e também poderoso laxante pelas suas sementes que atuam absorvendo grande quantidade de agua, estimulando assim o peristaltismo.
    Algumas pesquisas tem confirmado o uso tradicional da tansagem como bactericida sendo util em varias patologias. Isolou-se o principio ativo ao qual denominou de ácido ursólico. Este triterpeno apresentou importante efeito inibidor sobre a cicloxigenase, enzima que catalisa a síntese de prostaglandina durante o processo inflamatório. Samuelsen et al.9 realizaram o isolamento e caracterização química de uma pectina e estudaram a relação da sua estrutura com o poder de indução do fator de necrose tumoral em monócitos humanos verificando que os substituintes na Larabinose ou na D-galactose determinavam o aumento ou a diminuição dessa atividade anti-complementar. Navarro et al.10 comprovaram clinicamente o efeito antinflamatório e antibacteriano do colutório a base de uma tintura de Plantago major sobre microrganismos da placa dental e
    gengivite, sugerindo a utilização do tansagem como suplemento efetivo para o controle da gengivite e da placa bacteriana supra gengival. Atividade anti-parasitária do extrato de Plantago major foi determinada por Ponce-Macotela et al.11. Os resultados mostraram que cerca de 76% dos trofozoítos de Giardia duodenalis foram inviabilizados. Este valor foi muito próximo do obtido para o padrão tinidazol responsável pela inviabilidade de 79% dos trofozoítos .
    A sensibilidade apresentada pelos inóculos de Staphylococcus aureus frente ao extrato hidro-alcoólico do Plantago major foi bastante significativa, quando comparada a solução padrão de ciprofloxacina. Os resultados obtidos vieram confirmar a ação bactericida da planta, que deve ser melhor estudada para disponibilizar o seu uso como uma alternativa terapêutica.
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    Unha de Gato
    Uncaria tomentosa.
    A Uncaria tomentosa, popularmente conhecida como Unha-de-gato, é uma planta do tipo trepadeira, nativa da Floresta Amazônica e regiões tropicais da América do Sul e América Central, principalmente na Amazônia Peruana. Possui esse nome devido aos seus espinhos que lembram unhas de gato, podendo chegar até 30m de altura, usando esses espinhos para se apoiar e subir através de árvores mais altas. Existem duas espécies de Unha-de-gato, a Uncaria tomentosa e a Uncaria guianensis sendo a primeira a mais utilizada para fins medicinais e terapêuticos.Relatos indicam que tribos indígenas da região da Floresta Amazônica vêm utilizando a Unha-de-gato como planta medicinal há pelo menos 2.000 anos, principalmente para tratar problemas gastrointestinais, úlceras, disenterias, asma, artrite, reumatismo e como agente antiinflamatório do trato urinario e purificador dos rins. Atualmente existem inúmeros efeitos terapêuticos atribuídos à Unha-de-gato, dentre eles destacam-se eficácia no tratamento de desordens do estômago e intestino, e pesquisas demonstrando os efeitos benéficos da Unha-de-gato como tratamento auxiliar para a AIDS. Existem também estudos relacionando a Unha-de-gato como possível auxiliar no tratamento de certos tipos de câncer
    As propriedades medicinais da unha-de-gato (Uncaria tomentosa) vêm surpreendendo o meio científico a cada dia. Em 1995, essa selvagem planta peruana foi de grande importância no tratamento das vítimas do acidente nuclear ocorrido em Chernobil, na Ucrânia.Atualmente, a unha-de-gato está sendo estudada no tratamento de doenças como o câncer e a Aids, em razão de seu poder modulador do sistema imunológico.Em pesquisas recentes se verificou que a atividade imunomoduladora esta centrada através da estimulação do processo facocitário. Chegou-se a conclusão que após realizar os testes dos granulócitos, o qual permite avaliar a atividade defensiva dos globulos brancos do sangue, assim como por técnicas de quimioluminiscência que mede o grau de fagocitose dos leucócitos por meio de multiplicadores de luz. Em ambos os estudos o alcalóide isopteropodina possui a mais alta atividade fagocítica, seguido pela isomitrafilina. Também se observou um aumento substâncial no numero de monócitos (quase 50% em uma semana de tratamento). Os granulócitos aumentaram aproximadamente 60% neste mesmo período o seu poder fagocitário. Recentemente estudos realizados na Alemanha comprovaram também que um grupo de pacientes tratados com quimioterapia, citostáticos e Uncaria tomentosa de forma conjunta apresentaram melhor prognóstico de acordo com a evolução clínica observada em relação a outro grupo de enfermos que somente haviam recebidos quimioterapia e citostáticos (Diehl, 1993).
    Entre seus constituintes podemos destacar:acetoxidihidronomilina, ácido alfa-trihidroxi-ursenóico, carboxistrictosidina, ácido acetiluncárico, ácido adípico, alcalóides (especiofilina (uncarina D), isomitrafilina, isopteropodina (unicarina E), mitrafilina, pteropodina (unicarina C), uncarina F, rincofilina), aloisopteropodina, alopteropodina, angustina, campesterol, carboxistrictosidina, catecol, D-catechina, DL-catecol, ácido catecutânico, beta-sitosterol, corinanteína, corinoxeína, dihidrocorinanteína, óxido-n-dihidrocorinanteína, dihidrogambirtanino, ácido elágico, L-epicatecol, epicatechina, estigmasterol, ácido gálico, hanadamina, hirsutina, hirsuteína, óxido-n-hirsutina, hiperina, 3-iso-19-epi-ajmalicina, isocorinozeína, isorrincofilina, óxido-n-isorrinchofilina, isorotundifolina, ácido cetouncárico, 11-metoxiohimbina, ácido oleanólico, ourouparina, oxogambirtanino, ácido quinóvico, rotundifolina, uncarina, ácido ursólico
    Lembramos que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa.
    Casa dos Chás
    Dr. Ari Soares da Trindade: Psicanalista Clínico, Hipnoterapeuta, Especialista em plantas medicinais
    Rua Domingos Cordeiro, 871. 3032-2077
    Fitoterapia – Plantas Medicinais à Serviço da vida.
    Boldo-brasileiro
    Plectranthus barbastus
    O boldo-brasileiro ou malva-santa trata-se de uma planta perene; de aroma característico; com ramos de secção quadrangular; folhas opostas, ovadooblongas, pilosas; flores pentâmeras, azuis a violáceas, reunidas em rácimos (Martins et al., 1995). Constitui uma das plantas mais citadas em levantamentos etnobotânicos de plantas medicinais do Brasil. É uma espécie provavelmente originária da África e Índia amplamente cultivada em todo o País (Carriconde et al., 1996 apud Costa e Nascimento, 2003). No Brasil é conhecido simplesmente como Boldo, em alusão ao Pneumus boldus ( boldo Chileno) que não é cultivado no Brasil devido as dificuldades climáticas, mas que possuem indicações parecidas.
    Martins et al. (1995) atribuem à espécie a utilização como tônico, digestivo, hipossecretor gástrico (para azia e dispepsia), carminativo, para afecções do fígado e ressaca alcoólica. Costa e Nascimento (2003) citam a propriedade anti-dispéptica atribuída à espécie. Conforme
    Suryanarayanan et al (1998), (apud Coelho Netto e Assis, 2001), P. barbatus é um eficiente analgésico, antihipertensivo e anti-diarréico e constitui a única fonte conhecida de forskolin, uma importante substância utilizada no tratamento de glaucomas, cardiopatias e asma. Segundo estudos, o diterpeno forskolin leva à ativação da enzima adenil ciclase e pode estimular a secreção gástrica, o que poderia explicar porque extratos da planta são comumente utilizados para o tratamento de distúrbios digestivos. Todavia, a Resolução no 1757 de 18 de fevereiro de 2002 (Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, 2002) contra-indica o uso do boldo-brasileiro durante período
    gestacional, baseando-se em Almeida e Lemonica (2000). Alvarenga et al. (dados não publicados) citam relatos populares sugerindo a utilização de extratos de plantas dessa espécie na interrupção da gestação.Em estudo sobre a utilização de plantas medicinais relacionadas a eventos do ciclo
    reprodutivo feminino, verificaram indicações populares de P. barbatus para cólicas e para desencadear a menstruação. No entanto, poucos estudos foram previamente realizados para avaliar a toxicidade do Falso-boldo. Com base nestes estudos, pesquisadoras da cidade de Uruguaiana (RS), realizaram estudos em ratas Wistar que contou com vinte e sete fêmeas e nove machos divididos em dois grupos. Os resultados não demonstraram interferência no desenvolvimento embrionário de nenhum dos grupos. As proles dos diferentes tratamentos apresentaram-se dentro dos padrões normais em relação ao grupo controle. Anomalias congênitas não foram constatadas. No entanto Almeida e Lemonica (2000), relataram alterações morfológicas fetais após o uso do boldo brasileiro em concentrações de até 10, 20 e 40 vezes maiores que as doses utilizadas na medicina popular.
    Embora seja principalmente utilizado pela população para distúrbios gástricos, um grande número de ações farmacológicas já foram testadas e comprovadas para Plectranthus barbatus envolvendo compostos isolados de suas folhas, caule e raízes. Entre os aspectos farmacológicos estudados e comprovados pode se usar com relativa segurança, com ação hipotensiva, inotrópica positiva, cardiovascular, bronco-dilatadora, ativação da adelilato ciclase, inibição da agregação de plaquetas (antimetastase), antitumoral, antinociceptivo e antiinflamatório envolvendo estudos químico e farmacológico publicados no período de 1970 a 2003.
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    PITANGUEIRA
    Eugenia Uniflora L.
    Conhecido popularmente por pitangueira, é um arbusto ou árvore semidecídua, de 4 a 10 m de altura de tronco liso de cor pardo-clara, folhas simples, cartáceas de 3-7 cm de comprimento com aroma agradável e característico quando esmagadas. Os frutos em formas de globo sulcados, brilhantes e de cor vermelha, amarela ou preta de polpa carnosa contendo de 1 a 2 sementes. Originaria do Brasil, a pitanga encontra-se por toda parte, país afora, para quem quiser e puder desfruta-la, espalhando-se desde o Nordeste ate o Rio Grande do Sul, ultrapassando fronteiras para chegar ate algumas regiões do Uruguai e da Argentina. Pitanga e uma palavra proveniente da lingua tupy que quer dizer vermelho-rubro. E ela e, de fato, fruta vermelha, rubra, roxa, as vezes quase preta, gostosa de se comer, refrescante, refrigerante. Como se dizia ha muito tempo atrás, "grande calmante do sangue". São muito ricos em vitamina C e devem ser consumidos in-natura para melhor absorção de suas vitaminas.
    A medicina popular tem seu uso como febrífuga, antireumática, antidisentérica, anti-diabética, anti-hipetensiva e para baixar o colesterol. Alguns estudos têm evidenciado algumas indicações de uso popular como por exemplo a forte ação antibacterianacontra sobre alguns germes patogênicos, atividade inibitória da enzima xantina-oxidase por ação dos flavonóides presentes na folha. Em 1977, Rücker et al.33 isolaram vários componentes do óleo essencial de frutos de E. uniflora [sin. Stenocalyx michelii], principalmente sesquiterpenos, como furanoelemeno, germacreno, g-elemeno, selina-4(14),7(11)–dieno.
    Schapoval et. al34 (1994), estudando infusos e decoctos de folhas de E. uniflora, seguindo o modo de preparo preconizado pela população, relatam efeito antiinflamatório com a infusão elaborada a partir de folhas frescas; os infusos e decoctos testados mostraram ação analgésica, nas condições do ensaio. A infusão provocou aumento no tempo de sono, induzido por pentobarbital, segundo os autores, provavelmente, devido aos monoterpenos, por atuarem no citocromo P450, o qual está envolvido na biotransformação do pentobarbital. Os decoctos se revelaram mais ativos em relação à diminuição do trânsito intestinal, provavelmente, por extraírem os taninos mais eficazmente. Consolini et al.7 (1999), tendo em conta o uso popular de Eugenia uniflora como anti-hipertensiva, estudaram os efeitos da administração intraperitoneal de seu extrato aquoso bruto em ratos normotensos, nos quais observaram decréscimo dosedependente de até 47,1% nos níveis de pressão sangüínea. Nos estudos que se seguiram, a fim de elucidar o mecanismo desta ação, concluíram os autores que este é mediado pela vasodilatação direta e uma fraca ação diurética que pode estar relacionada com o aumento do fluxo sangüíneo renal. Momose25 (2000) atribuiu atividade inibitória às folhas de Eugenia uniflora sobre as enzimas a - glicosidase, maltase esucrase, sendo, por isso, útil no tratamento de diabetes. Os extratos obtidos por extração com água quente foram testados por via oral em camundongos e significativa supressão do aumento dos níveis séricos de açúcar foi registrada. Na mesma linha de pesquisa, Matsumura et al.24 (2000) confirmaram a presença de componentes do extrato aquoso de folhas secas de E. uniflora capazes de inibirem a degradação enzimática de polissacarídeos a monossacarídeos e determinaram a intensidade da inibição das a-glicosidases, tendo obtido IC50 de 120mg/mL para maltase e IC50% de 160mg/mL para sucrase. O fracionamento do extrato aquoso por coluna de troca iônica levou à fração que exibiu atividade inibitória para estas enzimas, 13 ou 19 vezes maiores às anteriores. As atividades inibitórias assim obtidas foram de 9mg/mL para a maltase e de 8,5mg/mL para a sucrase. Os estudos sobre a pitangueira ainda decorrem de forma lenta, mas o que se sabe sobre seu uso popular, juntamente com os estudos já apresentados pode se usar de forma segura.
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